Gafes? 25 ações de marketing que saíram pela culatra em 2014

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30 de dezembro de 2014 por Semio Timeni

Não há como prever, muitas vezes, como o público reagirá a uma campanha. Nem sempre as ações de marketing saem como o planejado, seguindo à risca um roteiro.
Em 2014, diversas marcas passaram por momentos de crise ao ter de lidar com uma gafe de marketing.
Seja por uma mensagem confusa, uma aposta arriscada ou simplesmente uma ideia ruim, o público não perdoa nessas horas.
Sobram críticas e risadas.
Veja, na galeria de fotos acima, as campanhas que foram sinônimo de gafe no ano que passou.

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Roberto Carlos e Friboi
O anúncio de que a JBS tinha contratado o cantor Roberto Carlos para ser garoto-propaganda da Friboi caiu como uma bomba.
Mas a empresa simplesmente não recuperou o investimento nessa aposta ousada que, no fim, se mostrou errada.
No comercial, o rei não chega a comer o bife que está no prato, o que causou muitas críticas. Ele diz que voltou a comer carne depois de anos sendo vegetariano. Só diz.
Marca e cantor romperam um contrato de 45 milhões de reais e acabaram na justiça para resolver pendências.

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Apelo sexual
A Adidas também passou por maus bocados com o lançamento de uma coleção sobre o Brasil no começo deste ano.
Acusadas de incentivar o turismo sexual, as camisas tinham estampas como “Looking’ to score”, que pode ser traduzida por “em busca dos gols”, mas também é uma gíria que significa “pegar garotas”.
Ao lado, um desenho de uma mulher de biquíni. Por conta da recepção negativa, as vendas foram suspensas.

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Racismo
Uma peça publicitária da Johnnie Walker gerou muitas críticas e levantou novas discussões sobre o racismo.
Na foto, há um homem negro e a palavra “branco”. Depois, a legenda: “E você, ainda deixa usarem sua origem como obstáculo para o seu progresso? Racismo. Até quando?”.
Só que o texto parecia dizer que a culpa do racismo era dos negro.
O post fora publicado no dia 19 de novembro, na véspera do Dia da Consciência Negra.

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Pijama polêmico
A grife Zara se meteu em grandes problemas com uma nova coleção de pijamas infantis, lançada em agosto.
A camisa do pijama é listrada azul e branco e traz uma estrela de seis pontas dourada no peito. Segundo a empresa, a ideia era o faroeste e os xerifes.
Mas a camisa lembrava – e muito – o uniforme dos presos judeus durante o Holocausto. Veio uma avalanche de críticas.
A roupa foi tirada das lojas e a Zara se desculpou publicamente.

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KLM deselegante
Em junho, a KLM se meteu em problemas por causa de um simples tweet.
Após a Holanda eliminar o México na Copa do Mundo no Brasil, a companhia aérea postou a seguinte mensagem “Adiós, amigos!”, seguida da foto do portão de embarque de um aeroporto.
Até o ator Gael García Bernal comentou o caso, criticando a empresa holandesa. “Jamais voarei nessa companhia aérea de merda novamente”, disse. Ele apagou a mensagem depois.

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Mascote odiado
Em maio, o McDonald’s introduziu Happy, o novo mascote da rede inspirado na caixinha do McLanche Feliz.
A surpresa foi a reação negativa imediata que o personagem gerou no público adulto – as redes sociais se encheram de protestos contra o visual do desenho.
Assustador, material para pesadelos e apavorante foram características apontadas. Apesar da reação, a marca anunciou que não irá aposentar o mascote.

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Polêmica da Diletto
A marca de sorvetes Diletto teve de enfrentar um terremoto, tudo por causa de seu “storytelling”.
A história da marca: a receita vinha do avô italiano do fundador da Diletto, que já fazia os seus sorvetes artesanais na Europa. Mas logo se descobriu que esse avô nunca existiu e essa história era uma ficção e fazia parte da estratégia de comunicação e marca.
Teve consumidor que reclamou. O Conar acabou julgando o caso e considerou que a Diletto teria de especificar em suas peças visuais que a história era inventada.

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Photoshop vergonhoso
Depois de revistas e anúncios, a Target aumentou a lista de e-commerce que erram a mão do Photoshop.
A loja de departamento distorceu de maneira vergonhosa a silhueta de uma modelo. Para alongar as pernas de uma jovem que aparece vestida de biquíni em sua loja virtual, a rede decidiu cortar entre as pernas da imagem.
O erro gerou tanta repercussão que a empresa apagou o link e se retratou publicamente.

Red Bull sem asas

Em outubro, o famoso slogan da Red Bull, “Red Bull te dá asas!”, custou caro à empresa.
Ela foi condenada a pagar 13 milhões de dólares em uma ação coletiva nos EUA que alegou que o slogan era propaganda enganosa.
Consumidores reclamaram que a bebida não aumentava o desempenho físico e mental e, muito menos, dava asas.
A empresa desistiu de recorrer: topou dar 10 dólares de reembolso a cada pessoa que comprou um Red Bull na última década.

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Brasileiros ofendidos
A grife CoolCat, da Holanda, precisou encaixotar uma linha de camisetas com a estampa da bandeira do Brasil ao lado da palavra “merda”, em caixa alta.
O lançamento virou alvo de protestos azedos de brasileiros nas redes sociais. Além do Brasil, outros países também ganharam estampas polêmicas.
A bandeira da Inglaterra recebeu a inscrição “bastards”, e a da Espanha foi associada à palavra “putas”. A empresa se retratou em comunicado.

Corpo (im)perfeito

Em outubro, a campanha “The Perfect Body”, da Victoria’s Secret, foi duramente criticada por muitas mulheres.
Suas modelos – todas muito magras – divulgavam a nova linha de sutiãs “Body”. Mas todos entenderam que a marca estava dizendo que aquelas mulheres tinham corpos perfeitos.
Teve campanha com hashtag nas redes sociais, petição online e até a contra-campanha “The Real Perfect Body”, com mulheres de diversos tipos físicos.

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Distração na Rússia
Em outubro, um caminhão causou grandes problemas no trânsito de Moscou. Mais precisamente: causou 517 acidentes.
É que ele levava um anúncio com uma foto imensa de seios. A imagem distraiu os motoristas.
O anúncio era, justamente, de uma empresa especializada em anunciar em veículos. Eles mostravam a efetividade visual da ação.
A empresa tinha colocado 30 caminhões para rodar a cidade. Ou seja: média de 17 acidentes por campanha.

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Jogo mordido
Não deu tempo: no mesmo dia em que a Adidas anunciou que suspenderia as campanhas com o uruguaio Luís Suarez, jogador do qual é patrocinadora, um outdoor com o atleta virou ponto de peregrinação no Rio.
O motivo: Suarez tinha mordido um adversário durante partida contra a Itália, na Copa do Mundo.
O anúncio com o uruguaio, que ironicamente aparece com os dentes escancarados, tornou-se cenário para torcedores que fingem serem abocanhados no braço ou no pescoço em Copacabana.
Há quem diga, por outro lado, que o episódio garantiu exposição muito além do esperado para a marca.

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Machismo
A intenção da polícia da Hungria era boa. O vídeo “You Can Do Something About It, You Can Do Something Against It” (“Você pode fazer alguma coisa sobre isso, você pode fazer alguma coisa contra isso”) fazia parte de uma campanha contra o estupro e a violência contra a mulher.
Mas acabou piorando a situação. O comercial falava que, para evitar os ataques, as mulheres deveriam se “comportar”: parar de beber, não flertar, não sair na rua com roupas “sugestivas”, não dançar de “modo sugestivo”… Um desastre.
O vídeo foi removido do YouTube após intensas críticas.

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Levi’s e os VIPs
Em agosto, a Levi’s foi duramente criticada nas redes sociais após promover um show em Nova York.
As bandas Sleigh Bells e Haim iam tocar na Brooklin Bridge Square. A marca, para promover seus jeans, disse que quem estivesse com uma peça na marca não pagaria para entrar. Até aí tudo bem.
O problema é que pessoas que tinham comprado o ingresso foram barradas na porta porque não estavam com um jeans Levi’s.

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Roupa com sangue
Outra marca de roupas que causou problemas com suas peças foi a Urban Outfitters.
Em setembro, a marca lançou um moletom “vintage”, com o símbolo da Kent State University, dos Estados Unidos. Até aí nenhum problema.
Só que a peça, vendida no site da loja por 129 dólares, vem “manchada de sangue”, com tingimento imitando respingos e manchas.
É uma alusão ao “Massacre de Kent State”, de 1970, quando quatro estudantes foram mortos pela Guarda Nacional durante protestos contra a Guerra do Vietnã.
Claro, a empresa foi duramente reprimida. Teve de pedir desculpas e tirar a roupa das lojas.

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Mais racismo
A campanha da ONG Feed a Child, da África do Sul, sofreu duras críticas.
O comercial falava sobre a fome e as crianças necessitadas. Mas ganhou uma enxurrada de críticas ao mostrar uma mulher branca alimentando uma criança negra como se fosse um cachorro de estimação.

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Fundo do mar
Um anúncio da Apple no jornal americano New York Times acabou protagonizando uma gafe com o acidente de avião da Malásia no começo deste ano.
A versão para tablet do veículo destacou uma propaganda da marca com um homem usando o iPad Air embaixo d’água.
Na mesma página, a notícia do desaparecimento do avião da Malaysia Airlines no mar acabou gerando desconforto, apontado por internautas.
Ambas as marcas pediram desculpas.

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Nariz postiço
Um comercial da Nippon Airways foi muito criticado por tirar sarro, teoricamente, de pessoas caucasianas e ocidentais.
No vídeo, um estereótipo de ocidental veste uma peruca loira estranha e tem um nariz postiço, bem grande.
A companhia aérea teve de pedir desculpas em público.

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Somos todos macacos?
Ocorrida em abril, a ação dividiu opiniões e dominou conversas no Brasil inteiro. Quando Neymar publicou uma foto, ao lado de seu filho, em apoio ao jogador vítima de racismo Daniel Alves, críticos acusaram a ação criada pela agência Loducca de “falta de espontaneidade”.
Afinal, a hashtag “somos todos macacos” que poderia ser uma forma de protesto, acabou virando jogada de marketing.
O saldo ficou dividido entre uma enxurrada de críticas e a repercussão internacional através de prêmios, como no festival de publicidade Cannes Lions, que ocorreu neste mês.

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Iemanjá branca
Um post da Farm no Instagram pegou mal para a empresa. A foto mostrava uma modelo branca vestida “como Iemanjá”.
Muita gente considerou um absurdo a modelo não ser negra. Até o rapper Emicida apareceu para criticar.
A empresa pediu desculpas, mas mostrou imagens de um desfile que tinha feito só com modelos negras e inspirações africanas.

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Casal falso
Em sua página no Facebook, a marca BomNegócio.com publicou um post que deveria ser inocente – um casal de usuários que supostamente havia enviado uma fotografia em que comemoravam o carro novo comprado através do site.
O problema? A foto foi retirada de bancos de imagens como Getty Images e ShutterStock.
Imediatamente, a gafe virou meme e material para piada internet afora.

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Desastre aéreo
Era para ser só mais uma conversa costumeira de relacionamento com o cliente no Twitter. Mas a publicação no perfil oficial da US. Airways gerou o caos.
Uma consumidora que reclamava de um voo atrasado foi respondida com uma imagem pornográfica e o erro da empresa, é claro, não foi perdoado pela internet.
Alguns dias tensos se seguiram para a imagem da marca, que ainda demorou mais de uma hora para apagar o tuíte original.

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Cobranças demais
O tema da campanha Quilinhos, da Avon, era a conversa de uma mulher com sua imagem no espelho.
Equilibrando broncas e elogios, a personagem discute os efeitos do exagero na comida na noite anterior.
A marca não contava com a reação das internautas, que criticaram as cobranças e o que chamaram de “incentivo a paranoia feminina”.
A Avon pediu desculpas e o vídeo foi retirado do ar.

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Bandeira 2
O app de táxi Uber criou uma situação absurda na Austrália.
Durante o recente episódio de terrorismo em Sydney, taxistas começaram a cobrar taxas absurdas para tirar os passageiros da região. Muitos cobravam até quatro vezes mais.
A empresa tentou se explicar, dizendo que um algoritmo fazia subir o preço de acordo com a demanda, mas a desculpa não colou.


Por Guilherme Dearo, da Exame.com

 

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