Empreendedorismo: Vendedor de castanha se formaliza e vira atração em Pirangi

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13 de janeiro de 2014 por Semio Timeni

O microempreendedor potiguar Inaldo Lucas de Farias criou o Dr. Castanha para alavancar as vendas de castanhas de caju na praia de Pirangi, onde fica o maior cajueiro do mundo

Por Cleonildo Mello, da ASN

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Natal – Além de ter propriedades nutricionais que formam um verdadeiro escudo contra doenças, a castanha de caju é também responsável pelo sucesso do Microempreendedor Individual (MEI) potiguar Inaldo Lucas de Farias, que fez do comércio das amêndoas um atrativo para quem visita o maior cajueiro do mundo, ponto turístico da Praia de Pirangi, no Litoral Sul do Rio Grande do Norte. O empreendedor criou o personagem Dr. Castanha e, com bom humor e irreverência, destaca os benefícios do produto para a saúde e chega a vender até uma tonelada de castanha por mês em períodos de alta estação e veraneio.

O método do Dr. Castanha é infalível. Vestido de bata branca, acessórios extravagantes e munido de megafone, o vendedor direciona olhares atentos para a sua banca, montada nas proximidades do cajueiro de Pirangi. Ali, a efetivação da venda é a etapa seguinte, que conta com todo o bom humor e descontração do homem. “Busco no humor a forma de agradar e conquistar os meus clientes. Troco energia com as pessoas, o que me proporciona alegria. E isso contagia as pessoas”, enfatiza Inaldo Lucas, explicando como se tornou uma sumidade entre os milhares de turistas que visitam a praia, distante apenas 12 quilômetros de Natal.

Inaldo Lucas sempre comercializou castanhas. Natural da cidade de João Câmara (localizada a 75 quilômetros da capital potiguar), ele decidiu ganhar o Brasil vendendo o produto. Em 2002, instalou-se em várias cidades de Pernambuco para comercializar as castanhas e depois partiu para São Paulo. Somente em 2008, voltou ao Rio Grande do Norte. O fluxo de visitantes em praias turísticas, como Jenipabu e Pipa, lançou um desafio: como se diferenciar para atrair fregueses. Se vestir de um super-herói foi a saída. Durante o dia, o ambulante se vestia de homem-aranha.

O doutor

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Mas, ao assistir, em um programa de tevê, um nutricionista revelar todos os benefícios da castanha, ele ficou impressionado com o poder do produto que vendia. A amêndoa do caju possui proteínas, carboidratos, amido, açúcares, potássio, magnésio, cálcio, selênio, ferro, zinco e outras substâncias, que fazem bem ao organismo. O empreendedor percebeu que precisava criar um personagem original que condissesse com o valor da castanha para a saúde. Assim, surgiu o Dr. Castanha. Mas, além do personagem, era preciso o local apropriado para a comercialização. E nada mais natural e adequado que o maior cajueiro existente no planeta, o de Pirangi, cuja área ocupada por essa única árvore é superior a um campo de futebol. Em novembro de 2011, o Dr Castanha chegava ao local para ficar.

Após meses de comercialização, Inaldo Lucas participou de uma palestra sobre as oportunidades proporcionadas pela realização dos jogos do Mundial de Futebol em Natal, promovida pelo projeto Sebrae 2014, e decidiu se formalizar. Há seis meses, procurou o Sebrae no Rio Grande Norte e abriu uma empresa como Microempreendedor Individual (MEI). O passo seguinte foi registrar a marca, segundo ele, e criar um site para vendas pela internet (www.drcastanha.com.br).

A formalização só trouxe benefícios para o empreendedor. “Meu personagem pegou forma e minhas vendas praticamente triplicaram”. Atualmente, a média de vendas mensais é de 500 quilos de castanha, porém, entre os meses dezembro e fevereiro, o comerciante chega a negociar entre 700 quilos e uma tonelada de castanha devido ao aumento do número de visitantes no local. Via internet, os pedidos também já começam a chegar, vindos de São Paulo e Paraná. Negócio que gera um faturamento bruto de até R$ 7 mil por mês. Tanto que o Dr. Castanha já pensa em se tornar microempresa no próximo ano.

Entre os planos, estão a contratação de um funcionário com carteira assinada e a aquisição de uma loja física para o negócio, na feirinha que fica ao lado da atração turística. “Tenho uma fórmula para o sucesso. Reinvestir parte do que faturo no negócio”, ensina.

 

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